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Capa de 'Pandora', disco de estreia de Luísa Sonza — Foto: Divulgação Capa de 'Pandora', disco de estreia de Luísa Sonza — Foto: Divulgação
dentro Músicas

Luísa Sonza lança 'Pandora', seu 1º álbum, com pop sem maquiagem e inspirado no soul

Por Publicado Junho 13, 2019

"Pandora", o primeiro álbum de Luísa Sonza, foge um pouco do pop de coreografias e refrões fáceis das músicas mais conhecidas da cantora gaúcha de 20 anos.

Das oito novas canções, apenas uma segue o caminho óbvio de featuring, batidas meio batidas e versos que parecem criados com a pressa de um motoboy.

"Na Garupa / Vem me deixar maluca", cantam ela e Pabllo Vittar, no single de dois minutos e oito segundos. É a única com a mão de Rodrigo Gorky (produtor de Pabllo e ex-Bonde do Rolê) e sem Luisa entre os compositores.

O resto do disco é menos rasteiro. Surgida no YouTube cantando versões voz e violão de hits, ela tenta fazer um pop sem maquiagem e inspirado na música soul.

É clara a intenção de se alinhar à nova onda de hits menos super produzidos e eletrônicos. Seria o equivalente musical a tirar foto de cara lavada e postar no Instagram. Ou à fase "Back to Basics" de Christina Aguilera, da qual Luísa se diz fã.

A estreia da cantora tem outras duas participações. O riff mais memorável está em "Fazendo Assim", com Gaab, filho de Rodriguinho e dono da espertíssima "Tem café".

"Bomba relógio" é menos explosiva, com arranjo desleixado e as rimas trabalhistas de Vitão: "Tenho casa cheia hoje, meu amor / Quinta o TVZ já me chamou / Sexta o ingresso já acabou".

Não chega a ser um exemplar dos raps zoados por Marcelo Adnet nos quais o compositor parece usar um dicionário de rimas, mas também não fica tão longe disso.

 

Entre duas Luísas

 

"Pandora" fica no meio do caminho das duas Luísas que os fãs já conhecem:

 

 

Com capa inspirada em "Dangerous" (de Michael Jackson), o disco tem seis músicas com assinatura da dupla André Vieira e Wallace Vianna.

Os donos da produtora Hitmakers têm mais de 200 músicas registradas no Escritório Central de Arrecadação de Direitos (Ecad), mas ainda tentam encontrar voz própria.

Surgiram com "Beijinho no ombro", de Valesca Popozuda, e agora seguem entre acertos ("Sapequinha", de Lexa; "Coladinha", de Gustavo Mioto e Anitta) e erros ("Favela Chegou", de Anitta e Ludmilla; a carreira inteira até aqui da Pocahontas).

Na estreia de Sonza, eles ajudam a cantora a fazer um disco indicado para quem quer um pop para sacudir mais a cabeça do que o corpo. Tipo Fat Family.

Quem não aguenta mais ouvir bachata ou reggaeton, ritmos latinos dominantes entre sertanejos e ex-funkeiras, também vai encontrar afago nos corais com estilo gospel de "Eliane" (homenagem à mãe dela feita a partir de uma troca de mensagens no WhatsApp) e "Apenas eu".

Pensado como um álbum conceitual, "Pandora" fica aquém da ideia relatada por Luísa de usar o mito que batiza o disco para falar sobre "o bem e o mal, a luz e a escuridão, o milagre, o pecado, o caos, o amor e a esperança".

Mesmo assim, é uma estreia corajosa por tentar soluções pouco exploradas no pop brasileiro.

 
Luísa Sonza — Foto: DivulgaçãoLuísa Sonza — Foto: Divulgação

Luísa Sonza — Foto: Divulgação

 

Fonte: G1

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