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Em 03 de março de 2015, o Brasil se despedia de Zé Rico, uma das vozes mais potentes e emocionantes da história da música sertaneja. Já se passaram 11 anos desde aquele dia, mas a presença dele continua viva em cada acorde que toca no rádio e em cada fã que canta suas músicas de olhos fechados.
José Rico faleceu aos 68 anos, em Americana (SP), após complicações decorrentes de uma insuficiência do miocárdio, associada a uma parada cardíaca e falência múltipla de órgãos. A notícia comoveu o país e marcou o fim de um capítulo gigantesco da música brasileira.
Nascido no sertão pernambucano, foi em São Paulo, na década de 1970, que encontrou seu parceiro de vida artística: Milionário & José Rico. Juntos, formaram as eternas “Gargantas de Ouro do Brasil”. O apelido não era exagero — era reconhecimento puro.
A trajetória da dupla foi marcada por muita persistência no começo, enfrentando dificuldades até conquistarem espaço nas rádios e palcos do país. Depois disso, vieram décadas de sucesso estrondoso, com um repertório forte, dramático e profundamente popular. Canções que falam de amor sofrido, saudade, boemia, estradas e da dor do homem do campo criaram uma identidade única dentro do sertanejo raiz — e ajudaram a moldar o gênero como conhecemos hoje.
Zé Rico tinha uma voz inconfundível: vibrante, intensa, quase operística dentro do sertanejo. Ele não apenas cantava… ele interpretava, vivia cada verso. Por isso virou lenda.
E lendas não morrem. Elas ecoam.