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A corrida eleitoral pelo Palácio Paiaguás entra em sua fase mais decisiva nos bastidores políticos de Mato Grosso. Embora o período oficial de campanha ainda não tenha tido início, a reta final das articulações ganhou forte aceleração com a proximidade das convenções partidárias. Eventos cruciais como o encontro do União Brasil, agendado para o próximo dia 30 de julho, e o do Republicanos, marcado para 5 de agosto, prometem redefinir o mapa de alianças e o peso de cada bloco na disputa sucessória.
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Levantamentos recentes de intenção de voto divulgados pelo Real Time Big Data apontam o senador Wellington Fagundes (PL) na liderança da corrida ao governo estadual. No entanto, o cenário revela que a vantagem numérica inicial convive com importantes desafios de consolidação interna na legenda liberal. A adesão de prefeitos e lideranças regionais ainda enfrenta arestas a serem aparadas.
Um reflexo direto dessa dinâmica ocorreu com a ausência de figuras de destaque na convenção do PL, a exemplo do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, que mantêm cautela e ainda não formalizaram alinhamento explícito com a candidatura de Wellington. Além disso, gestores municipais importantes de cidades como Rondonópolis, Primavera do Leste e Campo Novo do Parecis já declararam apoio à pré-candidatura de Otaviano Pivetta, evidenciando que a unidade partidária do PL permanece em plena fase de construção.
Do outro lado do tabuleiro, Otaviano Pivetta (Republicanos) tem apostado na ampliação de sua base com prefeitos de diferentes siglas, buscando distanciar a disputa estadual de eventuais turbulências das negociações nacionais entre partidos. Ao mesmo tempo, a prefeita Flávia Moretti transformou seu posicionamento político em um dos ativos mais disputados da eleição ao condicionar seu apoio às propostas apresentadas para Várzea Grande.
A aproximação institucional entre Flávia e a gestão estadual na execução de programas de infraestrutura e saneamento — como a Aliança pela Água, que injeta dezenas de milhões no município — colocou a cidade industrial no centro estratégico dos debates da sucessão, redesenhando a correlação de forças políticas na região metropolitana.
Nenhuma movimentação gera tanta expectativa quanto a definição do União Brasil. O partido divide-se entre dois caminhos distintos: lançar a candidatura própria de Jayme Campos, o que fragmentaria o grupo governista, ou consolidar o acordo firmado pelo governador Mauro Mendes em apoio a Otaviano Pivetta, unindo a maior estrutura partidária do estado em torno de uma chapa única.
Paralelamente, a atuação do MDB e os passos da deputada estadual Janaina Riva configuram outra grande incógnita do pleito. Especulações de bastidores apontam para a possibilidade de Janaina compor como candidata a vice-governadora ao lado de Pivetta, o que alteraria profundamente a configuração das chapas majoritárias e obrigaria os demais concorrentes a recalcular suas estratégias para o Senado e para o governo.
Com o encerramento do ciclo de convenções em agosto, a sucessão estadual deixará a etapa exclusiva de negociações de bastidores para ganhar as ruas, testando a capacidade de cada grupo de transformar acordos partidários em votos efetivos do eleitorado mato-grossense.
Fonte: Cenário MT