Foto: Reprodução Internet
Mato Grosso deve ampliar ainda mais a produção de etanol feito a partir do milho. Uma projeção do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o Imea, aponta que o estado poderá produzir sete bilhões e trezentos e trinta milhões de litros do biocombustível na safra 2026/2027. O volume representa crescimento estimado de 18,67 por cento em relação ao ciclo anterior.
Esse avanço mostra uma mudança importante no agronegócio mato-grossense. Uma parte maior do milho produzido nas lavouras passa a ser industrializada dentro do próprio estado, em vez de seguir exclusivamente para outros mercados. Com isso, as usinas podem ampliar a procura regional pelo grão e movimentar atividades ligadas ao transporte, à energia e à prestação de serviços.
O levantamento também prevê que a indústria utilize aproximadamente 16 milhões e 360 mil toneladas de milho na fabricação de etanol. Além do combustível, o processamento gera derivados ricos em proteína, conhecidos como DDG e DDGS, usados na alimentação de animais.
Para regiões produtoras, como o médio-norte e o oeste de Mato Grosso, o crescimento dessa indústria representa uma possibilidade de diversificar compradores e agregar valor à safra. Mas os números ainda são projeções: a produção efetiva dependerá do funcionamento das unidades industriais, da oferta de matéria-prima e das condições de mercado.
A expansão do etanol de milho reforça ainda mais a importância de acompanhar não apenas o preço do grão, mas também o desenvolvimento da agroindústria no estado.