O investigador tinha 24 anos de carreira na PJC, sendo 20 deles em Campo Novo do Parecis - Foto: Montagem Gazeta Digital
A Justiça decretou a prisão preventiva do homem de 59 anos suspeito de assassinar o investigador da Polícia Civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, em Campo Novo do Parecis. A decisão foi tomada após a homologação da prisão do investigado, que permanecerá detido, salvo determinação judicial em contrário.
O crime aconteceu na noite de domingo, 25 de outubro, por volta das 21h45, no Bar do Pernambuco, localizado na Avenida Brasil, região central da cidade, em frente ao Supermercado Real. O episódio ocorreu no mesmo dia do segundo turno das eleições presidenciais.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil e relatos de testemunhas publicados pela imprensa, o suspeito chegou ao estabelecimento em uma caminhonete Toyota Hilux prata e teria questionado os frequentadores sobre suas preferências políticas, perguntando quem era apoiador do Partido dos Trabalhadores (PT).
Após o questionamento, o homem teria deixado o local e retornado momentos depois, quando efetuou diversos disparos de arma de fogo contra as pessoas que estavam no bar.
Durante o ataque, os frequentadores tentaram se proteger. O investigador Emilson Ormond Souza, que estava no estabelecimento, teria tentado reagir, mas acabou atingido por disparos na região do tórax.
O policial recebeu atendimento de emergência, mas não resistiu aos ferimentos. Outras pessoas também foram alvos dos disparos, e pelo menos duas sofreram ferimentos de raspão, conforme informações posteriores da investigação.
A possível motivação política é uma das circunstâncias apuradas pela Polícia Civil. Apesar dos relatos sobre o questionamento relacionado ao PT, a motivação definitiva do crime ainda depende da conclusão das investigações.
Após o assassinato, o suspeito fugiu e passou a ser procurado pelas forças de segurança.
A prisão aconteceu no final da tarde de segunda-feira, 26 de outubro, durante uma operação realizada por policiais da Delegacia de Campo Novo do Parecis e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).
O investigado foi localizado em uma propriedade rural pertencente a um de seus irmãos, situada a aproximadamente 170 quilômetros de Campo Novo do Parecis.
Segundo a Polícia Civil, os investigadores estavam conversando com um caseiro quando o suspeito chegou ao local dirigindo uma caminhonete Toyota Hilux prata. Ele foi abordado e preso.
Durante as buscas, os policiais também localizaram uma pistola calibre 9 milímetros, apontada como a arma utilizada no crime. O armamento estava escondido em uma área de mata e continha apenas três munições.
Inicialmente, o suspeito foi preso por força de um mandado de prisão temporária, expedido após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.
Conforme informação posteriormente comunicada sobre o andamento do caso, o Poder Judiciário homologou a prisão e decretou a prisão preventiva do investigado.
Com a decisão, o suspeito permanece preso, sem prazo determinado para soltura, enquanto a medida judicial estiver em vigor.
O homem é investigado por homicídio doloso qualificado, pela morte do policial civil, e por tentativas de homicídio contra pelo menos outras três pessoas que estavam no estabelecimento.
O delegado Guilherme Kaiper Cruz de Faria é o responsável pela investigação.
A morte de Emilson Ormond Souza provocou grande repercussão em Campo Novo do Parecis e entre integrantes das forças de segurança de Mato Grosso.
O investigador tinha 56 anos e dedicou 24 anos de sua vida à Polícia Civil, sendo aproximadamente 20 anos de atuação na Delegacia de Campo Novo do Parecis.
Conhecido por colegas e moradores como Chibiu, Emilson deixou quatro filhos.
Em nota oficial, a Polícia Civil de Mato Grosso lamentou a morte do servidor e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de profissão.
As investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica do ataque, a motivação e as responsabilidades criminais do suspeito.
O investigado tem direito à ampla defesa e à presunção de inocência até eventual condenação definitiva.
Fontes: Policia Civil MT/Jornal MT Norte e Gazeta Digital