Foto: AP Tolang/Shutterstock
Uma inundação repentina atingiu vilas na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, nesta quarta-feira (26). A força da água destruiu casas, arrastou carros e levou uma ponte.
O balanço preliminar aponta pelo menos nove mortos. No Nepal, 384 viajantes estão desaparecidos, sendo 291 estrangeiros. As autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar.
O distrito montanhoso de Rasuwa está entre as áreas mais atingidas. Testemunhas disseram à Reuters que as águas engoliram vilarejos inteiros.
Imagens exibidas pela televisão mostram casas destruídas, carros levados pela correnteza e uma ponte de metal sobre o rio Bhote Koshi sendo arrastada pelas águas.
O administrador distrital Narendra Pariyar pediu aos moradores que vivem às margens do rio que deixem as áreas de risco e procurem terrenos mais altos.
“Pode haver muitas vítimas ou perda de bens”, afirmou Pariyar.
O Conselho de Turismo do Nepal informou que 384 viajantes estão desaparecidos no país. Do total, 291 são estrangeiros.
No condado de Gyirong, no Tibete, um deslizamento atingiu uma passagem de terra entre os dois países. Há vários desaparecidos, incluindo oito sul-coreanos que trabalhavam em uma usina hidrelétrica.
Segundo a agência oficial chinesa Xinhua, o deslizamento ocorreu no lado nepalês e atingiu o porto local. O episódio interrompeu estradas, comunicações e o fornecimento de energia na região de Shigatse.
Entre as informações divulgadas pelas autoridades estão:
Rasuwa, distrito com cerca de 50 mil habitantes, enfrenta dificuldades para receber equipes de emergência. Helicópteros de resgate não conseguiram pousar nas áreas afetadas.
Há devastação por toda parte. Os assentamentos próximos ao rio foram completamente destruídos. Cinco dos meus parentes estão desaparecidos.
Tula Bahadur BK, profissional de saúde em Rasuwa, à Reuters
O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, afirmou que policiais e militares participam dos esforços de resgate.
A origem da inundação ainda não está clara. Uma enchente semelhante atingiu o mesmo rio no ano passado e, posteriormente, foi atribuída ao esvaziamento de um lago glacial.
Com as buscas em andamento e o acesso dificultado em algumas áreas, as autoridades ainda tentam localizar os desaparecidos e avaliar a extensão dos danos.
Fonte: Olhar Direto
Imagens: CNN Brasil/Reuters